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10.04.2019

4 verdades da Arquitetura para recém-formados

Após vencer todos os obstáculos exigidos no ensino superior, o profissional da arquitetura recém-formado talvez encontre obstáculos ainda maiores em seu caminho.

Cumprida todas as etapas da graduação, a expectativa de elaborar projetos logo após pegar o diploma de formado é grande. Entretanto, são raros os exemplos de profissionais da arquitetura recém-formados que terão as mesmas oportunidades que um arquiteto de renome. Além do mais, não é tão fácil despertar admiração em um segmento tão concorrido como é o mercado arquitetônico.

Naturalmente, esse cenário acima descrito é o resultado de um conjunto de fatores, mas é preciso estar ciente de que todos os dias aparecerão novas dificuldades e obstáculos. Dessa forma, listaremos abaixo 04 verdades que um arquiteto recém-formado poderá encontrar pelo seu caminho.

Grande concorrência pelas vagas de emprego

O arquiteto recém-formado teoricamente possui pouca experiência de mercado, o que o deixaria em defasagem na corrida por uma vaga no mercado de trabalho – sem levar em consideração a crise de empregos que nosso país está passando.

Vale lembrar que essa não é uma dificuldade exclusiva do ramo arquitetônico. O diretor da Universia, um braço do Santander Universidades (que reúne cerca de 1.300 instituições acadêmicas), Anderson Pereira, acredita que os empregadores no Brasil não impõem resistência com relação à contratação de recém-formados; entretanto, um currículo profissional mais rico costuma fazer a diferença.

Segundo Anderson, “Para vagas básicas, não se espera experiência. Mas é verdade, sim, que quem tem alguma experiência sai à frente, mesmo que não seja na área da posição ofertada”, comenta. “Há, porém, maturidade do empresariado brasileiro no sentido de entender que o aluno que passa por uma universidade traz retorno”, completa.

A afirmativa do diretor da Universia está em sintonia com uma pesquisa elaborada pelo site de pesquisa de emprego Catho, que demonstrou que pessoas com ensino superior chegam a ter salários 38,19% maiores quando comparados com profissionais com ensino médio.

No campo arquitetônico, é um erro acreditar que o fato de concluir o curso é garantia de emprego; e às vezes, esse erro só é percebido quando o recém-formado vai em busca de uma vaga no mercado de trabalho. A universidade cumpre seu papel ao fornecer ao aluno as bases e os instrumentos culturais e técnicos para o exercício da profissão.

 Adaptação de seus ideais

Depois de vencida a etapa acima, a adaptação ao mercado de trabalho pode gerar um novo contexto. Nessa nova parte, talvez seja preciso ter que escolher entre manter suas convicções sócio culturais e arquitetônicas ou se enquadrar aos desejos do cliente ou do seu patrão.

Importante ressaltar que não é tão simples despertar admiração em um mercado tão disputado como o da arquitetura. Devemos lembrar também que muitas vezes será necessário sintonizar os trabalhos com outros segmentos, e que no mercado de trabalho há hierarquias corporativas e especialidades, de modo que a opinião de alguém pode pesar mais do que a opinião de outros. De qualquer forma, é importante demonstrar sua visão sem medo de se expor.

Empreender com eficácia

A maioria dos arquitetos recém-formados não estão prontos para o empreendedorismo. O problema é que a falta de noção de princípios básicos do empreendedorismo pode comprometer a carreira de arquiteto novato.

A principal dificuldade é encontrar clientes para vender o seu serviço. Além do mais, os conhecimentos mais pragmáticos que englobam a administração de um escritório de arquitetura, como por exemplo, como a preparação de propostas, composição de honorários profissionais, gerenciamento de projetos, geralmente são adquiridos fora do universo estudantil, mais precisamente durante o desenvolvimento profissional.

Também é preciso ter noção de que qualidade é diferente de quantidade. Não importa o número de projetos que o profissional tenha, é preciso realizá-los com qualidade para garantir a confiança. Desse modo, é importante direcionar e estabelecer um foco no campo da arquitetura que te agrada. Se existir mercado, as oportunidades aparecerão.

Valorização de seus projetos

Arquitetos sem renome podem sofrer com a desvalorização de seus serviços. Por esse motivo, é comum encontrar arquitetos recém-formados cobrando preços abaixo do praticado no mercado para conquistar clientes. Alguns especialistas acreditam que isso é um erro, nocivo principalmente para a imagem do profissional.

Nesse cenário, soma-se o fato – fundamental – de que algumas faculdades não ensinam aos alunos como cobrar um projeto de arquitetura. A conta deve envolver, dentre outros, o valor que a obra custará para o cliente e a composição dos honorários de toda a equipe.

Importante ressaltar que o fato de cobrar barato pode interferir diretamente na qualidade do trabalho. Basta observar o mercado para perceber que arquitetos famosos trabalham em menos projetos, porém, apresentam obras fantásticas.

Entretanto, apesar das dificuldades que o recém-formado pode encontrar, é possível aspirar por cenários melhores. Apesar de parecer traumatizante a maneira como o novato é recebido no mercado profissional, com amadurecimento é possível se organizar e alçar voos maiores.

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