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29.10.2020

O que é vidro Low-E?

Por contar com uma película que reflete os raios do sol e filtra a luz natural, o vidro low-e é indicado para locais que sofrem tanto com o clima frio quanto com a forte incidência do sol. Também reconhecidos como vidro de baixa emissividade, os vidros low e conseguem aperfeiçoar a oferta de conforto em uma edificação ao unir qualidades benéficas referentes à climatização, estética e iluminação do ambiente. Vale lembrar que essas qualidades interagem positivamente com a sustentabilidade e eficiência energética da edificação.

Vidro low e características

Você sabe o que é vidro low-e? Trata-se de um modelo de vidro especial com capacidade de diminuir a radiação solar que incide em uma determinada estrutura. Isso acontece porque o vidro low e recebe uma camada metalizada em uma de suas faces capaz de refletir grande parte dos raios solares que entraria num ambiente.

A camada metalizada (óxido metálico) é aplicada na face superior do vidro, é microscópica – mais fina que um fio de cabelo – e funciona como uma barreira de controle da transferência de temperaturas entre o ambiente externo e interno sem, no entanto, impedir a passagem de luz natural, já que o vidro baixo emissivo apresenta alta transparência.

Apesar do vidro low-e ser frequentemente utilizado em regiões de clima quente (como é o clima do Brasil), esse modelo foi desenvolvido inicialmente para ser aplicado em regiões frias, tanto que é possível aplicar o vidro de baixa emissividade para impedir que o calor escape dos ambientes. Nesse caso o revestimento refletiria o calor de volta para o interior, reduzindo a perda de temperatura.

Vidro low e como funciona

O vidro low-e (low emissive) pode ser denominado de vidro baixo emissivo ou vidro de baixa emissividade. Tecnicamente, a capacidade de um material trocar energia (calor) é denominada de emissividade. Quanto menor a emissividade de um material, menor será a taxa de transmissão de calor – e vice versa. Comumente, objetos de alta refletividade possuem emissividade baixa; e objetos com cores mais escuras possuem emissividade alta.

Para trazer baixa emissividade ao vidro a indústria recorreu à aplicação de metais para revestir a face do vidro. No método mais comum da fabricação do vidro baixo emissivo o revestimento – geralmente óxido de zinco ou óxido de estanho – é aplicado no final da produção.

Com isso o vidro consegue minimizar a incidência da luz UV e IV sem bloquear a luz visível e natural que está sendo transmitida para o local. Apenas para comparação, a placa de vidro comum apresenta emissividade de quase 0,40 W/m², enquanto que uma placa de vidro low-e com as mesmas proporções tem emissividade de até 0,03 W/m².

Conforto térmico e visual

Conforme exposto acima, podemos afirmar que a principal característica do vidro low e é trazer conforto térmico para o ambiente, mas esse modelo possui ainda mais vantagens. Devido ao seu alto grau de transparência e ausência do efeito espelhado, o vidro low-e pode ser um forte aliado estético e contribuir para o conforto visual – já que costuma ser aplicado em grandes estruturas envidraçadas. Além do mais, o vidro baixo emissivo bloqueia os raios UV, responsáveis pelo desbotamento de tecidos e cortinas – o que interage negativamente com a aparência da decoração interior.

Outra qualidade que pode contribuir para o conforto térmico e visual das edificações está no fato do vidro de baixa emissividade poder ser aplicado em combinação com outros vidros, como o vidro de controle solar, por exemplo, cenário que amplificaria as características de conforto do local.

Lembramos que a composição deve ser de vidro duplo para evitar a corrosão do revestimento baixo emissivo – que sempre tem prata na composição. Aqui é importante frisar que o vidro low-e e o vidro de controle solar não se tratam do mesmo produto, pois possuem características diferentes.

As características do vidro low e transforma o modelo em ótimas alternativas para edificações amigas do meio ambiente que prezam pelo conforto de seus usuários, pois o modelo interage positivamente com a redução de energia elétrica ao aperfeiçoar a oferta de luz natural – diminuindo a iluminação artificial – e ao controlar o calor do ambiente – reduzindo o uso de climatizadores de ar.

Vidro de baixa emissividade ou  low-e?

Por isso o vidro baixo emissivo é frequentemente utilizado para compor grandes fachadas de prédios e residências inovadoras, além de compor portas, janelas e outras estruturas envidraçadas de edificações que buscam certificações ambientais (selo verde). Pra se ter uma noção, diversas edificações com certificação LEED apresentaram potencial de redução do consumo elétrico entre 25% a 35% graças à presença de vidros low-e em suas fachadas.

Não por acaso que, além de fachadas, portas e janelas, o vidro de baixa emissividade costuma ser requisitado para compor estruturas como:

– Piscinas

– Aquários

– Divisórias de vidro

– Tetos e coberturas de espaços públicos

– Guarda-corpo

– Escadas

Além disso, é comprovado que além do conforto térmico, a longo prazo o vidro low-e paga seu próprio custo de implantação, se tornando uma alternativa econômica para o mercado. Mas é importante que o vidro low e seja manuseado por equipes experientes, pois qualquer erro de instalação pode trazer desempenho contrário do esperado – além de apresentar problemas relacionados à estanqueidade e estética.