Dicionário do Vidro

Luz ultra violeta (UV)

 

A luz ultra violeta (UV) sempre está presente, apesar de ser invisível aos nossos olhos. Tecnicamente, trata-se da parte invisível do espectro solar, com comprimentos de onda mais curtos do que 400 nm.

O comprimento de onda é apresentado em nanômetros (nm), ou bilionésimos de um metro, de modo que os comprimentos de onda da luz ultravioleta variam entre 10nm e 400nm.

O termo ‘ultra violeta’ faz alusão a ‘além da cor violeta’. Para entender o termo precisamos compreender que no espectro solar, o comprimento de onda passeia entre as cores vermelho – passando pela cor laranja, amarela, verde, azul – até a cor violeta (visíveis aos nossos olhos); a luz ultravioleta encontra-se acima da cor violeta, e desse modo, possui menor comprimento de onda e maior energia que a luz violeta.

O sol irradia energia em uma ampla gama de comprimentos de onda, sendo que a maioria é invisível a olho nu. Entretanto, sabe-se que, quanto mais curto for o comprimento de onda, maior será a energia da radiação, o que, consequentemente, apresenta maior o potencial de dano.

A luz pode ser denominada como UV-A, UV-B ou UV-C, sempre em ordem decrescente de comprimento de onda. Entretanto, é possível encontrar alternativas ou denominações, como as usadas na astronomia, que classifica como ‘próximo’, ‘intermediário’, ‘distante’ e ‘extremo’.

Os efeitos de longa exposição aos raios ultravioleta provoca descoloração de tecidos e deterioração de plásticos. Também pode ser prejudicial aos olhos e à pele, entretanto, em doses moderadas, a luz ultravioleta é segura, estimulando nossos corpos a produzir vitamina D, por exemplo.

Curiosidade: Algumas substâncias, quando são expostas à luz ultravioleta, emitem comprimentos de onda visíveis (luz visível ao olho humano), um fenômeno conhecido como fluorescência. As luzes fluorescentes são mais eficientes em termos energéticos do que as lâmpadas convencionais.