Dicionário do Vidro

Prêmio Pritzker

 

Considerado o ‘prêmio nobel da arquitetura’, o Prêmio Pritzker é a maior condecoração que um arquiteto pode receber. Foi idealizado pelo empresário americano Jay Pritzker e sua esposa, Cindy Pritzker, para estimular a criatividade no segmento arquitetônico e incentivar a consciência pública com relação às edificações.

A primeira edição do prêmio, realizada no ano de 1979, teve como homenageado o arquiteto Philip Johnson, autor de importantes obras da arquitetura moderna, como a Glass House, por exemplo.

De lá pra cá, o prêmio é realizado anualmente (e ininterruptamente), coroando arquitetos e arquitetas de 18 países diferentes. Até o prêmio do ano de 2018, os europeus haviam vencido vinte prêmios Pritzker, enquanto que América, Oceania e Ásia angariavam, juntas, outras vinte edições.

Vale lembrar que essa honraria geralmente segue uma linha editorial de premiar arquitetos e arquitetas cuja obra realizada tenha produzido significativas contribuições para a humanidade ao longo do tempo, segundo explica a própria organização do evento. Dessa forma, arquitetos que consigam transparecer grandes mensagens por trás de suas obras – especialmente em questões sociais – possuem mais chance de ser premiado.

O Prêmio Pritzker considera os três princípios de Vitrúvio (Marcus Vitruvius Pollio), arquiteto romano que deixou como legado a obra ‘De Architectura’. Vale lembrar que os princípios vitruvianos foram apresentados como os três elementos da arquitetura, e refere-se à solidez (estabilidade), funcionalidade (comodidade) e beleza (estética).

Curiosidade: O Brasil ganhou dois prêmios Pritzker. Em 1988, Oscar Niemeyer foi premiado e no ano de 2006 o vencedor foi Paulo Mendes da Rocha. Além do mais, somente três mulheres figuram na honrosa lista de vencedores: Zana Hadid foi vencedora em 2004, Kazuyo Sejima venceu no ano de 2010 (juntamente com Ryue Nishizawa) e no ano de 2017, Carmem Pigem levou o prêmio em parceria com Ramón Vivalta e Rafael Aranda.