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10.05.2022

Como saber se o vidro pode ir no forno?

Geralmente, o vidro que pode ir no forno (travessa) tem o fundo rugoso, de modo que, ao tocar, lembra uma parede de gesso. Existem ainda modelos de cerâmica com o fundo de outra cor, fato que habitualmente indica que aquele vidro pode ir no forno. Ainda falando sobre como saber se o vidro pode ir no forno, outras alternativas consiste em procurar por símbolos indicadores nas caixas ou encartes ou contatar o serviço de atendimento ao consumidor da marca.

 

Comumente, identificamos se o vidro pode ir no forno através dos símbolos presentes nas embalagens ou encartes dos produtos, que indicam, por exemplo, que aquele vidro:

 

– Pode ir no forno convencional; ou apresentará um símbolo indicativo de forno ou fogão.

 

– Pode ser levado diretamente nas bocas do fogão; ou indicará através de um desenho relacionado ao fogão.

 

– Pode ir diretamente na grelha; ou demonstrará através de um símbolo de uma grelha

 

– Pode ser usado no microondas; ou terá um símbolo de um forno microondas;

 

Com qualidades únicas, o vidro refratário permite que a indústria crie utensílios (como travessas e assadeiras) mais finos. Ainda falando sobre como saber se o vidro pode ir no forno, é preciso lembrar que a fabricação do vidro refratário pode exigir mais insumos para sua concretização, o que faz com que esses modelos sejam comercializados por valores mais caros se comparados com placas de vidro comum ou vidros temperados (com as mesmas medidas).

Vidros refratários

Os vidros que podem ir ao forno são chamados de vidros refratários. Além da possibilidade de ir ao forno, também podem ser utilizados em freezer e geladeiras, pois a composição do vidro refratário garante que o modelo suporte temperaturas extremas (quentes ou frias), além de apresentar resistência às variações de temperaturas, o que indica, por exemplo, que uma travessa refratária pode sair do freezer direto para o forno.

 

Para enriquecer nosso artigo sobre como saber se o vidro pode ir no forno, as travessas refratárias podem ir ao forno porque seu ponto de fusão é mais alto do que o de outros modelos de vidros, o que faz com que os vidros refratários suportem altas temperaturas sem apresentar deformação ou se quebrarem. Por isso são indicados para ir ao forno, bem como podem oferecer seus benefícios para:

 

– Indústria Química;

 

– Laboratórios;

 

– Revestimento de lareiras, fornos, reatores e incineradores;

 

– Lâmpadas e outros utensílios de iluminação

 

Na arquitetura os vidros refratários não possuem ampla utilização, geralmente são requisitados em projetos específicos para composição de janelas, paredes, soleiras, dentre outros. É válido lembrar que apesar de ser mais resistente à choques térmicos que outros modelos, esses modelos também podem rachar dependendo das variações bruscas de temperatura, porém, é muito mais difícil de acontecer.

 

Ainda comentando sobre como saber se o vidro pode ir no forno, também é importante lembrar que o vidro refratário não é o mesmo tipo que o vidro temperado. Apesar de serem confundidos ou até mesmo serem considerados a mesma coisa, trata-se de dois modelos diferentes e, inclusive, o vidro temperado pode se estilhaçar dentro do forno! Interessante, não? Por isso, fique atento a esse detalhe!

Vidro refratário ou vidro temperado – qual a diferença?

Existem algumas diferenças consideráveis entre o vidro refratário e o vidro temperado. Para enriquecer nosso artigo sobre como saber se o vidro pode ir no forno, as diferenças entre os dois modelos começam já no seu processo de fabricação, pois enquanto um tipo de vidro (temperado) ganha suas características através de uma função física, o outro modelo (refratário) é fabricado com o auxílio de uma ação química.

 

Os vidros temperados são obtidos através do processo de têmpera, uma técnica que encaminha os vidros comuns a temperaturas altíssimas para expansão de suas moléculas e, na sequência, criar uma barreira física nas extremidades da chapa através de um resfriamento brusco. Essa barreira funciona como um obstáculo para a expansão contínua molecular, o que resulta em tensão e, consequemente, resistência elevada ao modelo.

 

Os vidros refratários possuem sílica e trióxido de boro na sua composição. Esses componentes facilitam para que o vidro suporte mudanças repentinas de temperaturas, além de, como já comentado nesse artigo sobre como saber se o vidro pode ir no forno, fazer com que o modelo não se deforme quando exposto a temperaturas mais altas. Esse cenário está presente porque os componentes do vidro refratário faz com que o tenha coeficiente de expansão térmica muito baixo.

 

Pra se ter uma ideia, o coeficiente de dilatação dos vidros refratários fazem com que esses modelos comecem a amolecer a uma temperatura próxima de 820°C. Já os vidros comuns, por exemplo, podem derreter a partir de 550°C. Por esses motivos citados o vidro refratário é o mais indicado para ir para o forno.

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