Dicionário do Vidro

Vidro lapidado

 

Folha de vidro que foi submetida à lapidação, processo aplicado nas bordas do vidro a fim de eliminar seus ângulos cortantes e evitar ferimentos. Ademais, a lapidação elimina também possíveis fissuras das bordas do vidro, aumentando a vida útil da peça.

Além de ficar mais seguro e resistente, o vidro laminado pode ter diversos acabamentos (tipos de canto e tipos de lapidação) oferecendo predicados estéticos e singulares aos ambientes.

É possível encontrar o vidro lapidado em diversos setores da indústria. São utilizados como tampos de mesas, móveis, prateleiras, aplicações industriais (mesa, fogão, forno) e indústria automotiva. Na arquitetura, vidros que compõe fachadas, marquises, coberturas, dentre outros, também podem receber lapidação.

Para se obter um vidro lapidado de qualidade, o recomendado é que, após ser cortado, a placa apresente o mínimo de material a ser removido, agilizando o processo e causando menos desgaste no rebolo.

Toda lapidação é feita, necessariamente, com rebolos, ferramentas fabricadas a partir de um aglomerado de abrasivos (diamante, carbureto de silício e óxido de alumínio) e ligantes (borracha, cerâmicos, resinas e óxido de alumínio). A combinação de elementos com função abrasiva com as ligas resulta em rebolos apropriados para operações como a lapidação.

Vale lembrar que o processo de lapidar o vidro retira o brilho da peça; por esse motivo, é realizado um polimento para devolver o brilho natural da placa de vidro, também através de rebolos. Dessa forma, a indústria do vidro conta com rebolos diamantados (para lapidar) e rebolos de polimento.

Curiosidade: Não é possível precisar quando o vidro foi lapidado pela primeira vez, mas o seu nome está diretamente ligado à arte de talhar (lapidar) pedras preciosas. Além do mais, antigamente a lapidação do vidro era realizada com discos de ferro fundido com areia ou pedra – algumas empresas de menor porte ainda se apoiam nesse método antigo.