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29.07.2020

O poder da iluminação natural nos ambientes

Capazes de realçar linhas retas e curvas, a iluminação natural interage diretamente com a sustentabilidade e, quando idealizada com sabedoria, traz economia financeira aos usuários.

Iluminar os ambientes com luz natural representa muito mais que uma forte tendência arquitetônica. A iluminação natural está ligada diretamente à questão da sustentabilidade, pois além de promover estética, reduz o impacto ambiental ao diminuir a utilização de luz artificial. Além disso, quando planejada com os recursos indicados, diminui drasticamente – ou até mesmo elimina – o uso de climatizadores de ar.

Não podemos nos esquecer de que a luz artificial produz calor e amplifica o desconforto térmico; e que a iluminação natural está ligada fortemente à saúde e ao deleite de uma boa vida. De certa forma, esse cenário não só garante o bom uso dos recursos naturais como também influencia diretamente na qualidade de vida de todos, usuários do ambiente ou não.

Sendo assim a iluminação natural pode ser considerada sustentável porque, a longo prazo, favorece comportamentos que propõe a redução de seu impacto no meio ambiente. Projetos que prezam pelo uso de luz natural fomentam ações que refletem diretamente no ecossistema e no desenvolvimento social, além de viabilizar a redução de resíduos e de custos.

Resumidamente, a luz do ambiente deve considerar dois aspectos: quantidade e qualidade. O aspecto quantidade considera a iluminação mínima para que as pessoas do local consigam realizar suas atividades com segurança. O aspecto qualidade será responsável por permitir que essas mesmas atividades sejam processadas com conforto visual, diminuindo a possibilidades de fadiga e doenças da visão.

Especialistas afirmam que o ideal é aliar a iluminação natural com a iluminação artificial. Essa integração deve existir porque em dias nublados e no período noturno é essencial a utilização de luz elétrica. Entretanto, é importante que a iluminação do ambiente seja projetada para aproveitar o máximo da luz do sol a fim de tornar o ambiente agradável, econômico e amigo do meio ambiente.

Maior iluminação com menor consumo de energia

O conceito virou tendência em projetos sustentáveis, participando de obras residenciais e empresariais sempre aliando estética e funcionalidade. O interessante é que essa solução pode ser aproveitada até mesmo em edificações já construídas, renovando o espaço e trazendo mais funcionalidade para o local.

Empresas instaladas em galpões antigos são as mais beneficiadas. Nos locais, além da arquitetura ser voltada para a luz elétrica, é comum existir um número maior de pessoas e máquinas que aumentam a carga de calor no ambiente. Para esses espaços, por exemplo, é possível instalar claraboias, que quando bem dimensionadas, fornecem iluminação natural e ventilação eficazes.

O vidro exerce um papel fundamental quando a intenção é iluminar os ambientes com a luz natural. Afinal de contas, o vidro é o único material sólido, transparente e resistente o suficiente para participar da arquitetura tradicional, sem contar as inúmeras tecnologias capazes de serem aplicadas ao produto. Esse fato habilita o material a ser utilizado como elemento principal em projetos que priorizam a luz natural nos locais.

Além da iluminação natural, o vidro promove a integração dos ambientes, inclusive entre espaços externos e internos, o que garante que a luz natural alcance todos os ambientes possíveis. O mercado vidreiro dispõe de vidros com tecnologias variadas, capazes de participar de qualquer projeto de iluminação natural.

O vido laminado, por exemplo, evidencia linhas retas e formas geométricas, o que traz leveza para quem vê de fora e segurança e sustentabilidade para quem está no interior, além de garantir conforto térmico, pois existem modelos capazes de bloquear os raios ultravioleta sem, no entanto, prejudicar a entrada de luz no espaço. Sem falar sobre a saúde dos usuários e da mobília, já que a luz UV é uma das responsáveis pelo câncer de pele e por desbotar móveis e tecidos, por exemplo.

Mas é importante frisar que, seja residencial, empresarial, reforma ou não, um bom projeto de iluminação natural depende fortemente de um projeto arquitetônico responsável. É importante que os profissionais encarregados pelo projeto realizem diversos estudos para que não haja ofuscamentos e aproveite-se o máximo da iluminação oferecida ao mesmo tempo em que evita desconfortos visuais e gastos desnecessários com iluminação e climatização artificial.

Equipes especializadas consideram diversos fatores como a localização geográfica, organização e orientação dos espaços internos, incidência da luz do sol, aberturas disponíveis, geometria, cores complementares dos outros elementos (auxilia na distribuição homogênea da luz), além de critérios como controle de entrada de luz (ativa, manual, computadorizada) e conhecimento das normas técnicas, propriedades térmicas e transparências dos vidros utilizados.

Quando projetada com eficiência, a luz natural no ambiente pode ser abundante, presente o ano todo e de melhor qualidade que a luz artificial – por um valor menor. Vale lembrar que os setores residencial e empresarial consomem quase toda a energia elétrica produzida no Brasil, além da iluminação natural ser uma forma de energia limpa, pura e farta em países quentes como o nosso.

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