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01.07.2021

Vidro Plumbífero: o que é e onde usar?

Os vidros plumbíferos são indicados para proteção radiológica, utilizados principalmente em ambientes hospitalares para preservar os funcionários e pacientes da exposição à radiação comuns em salas de raio-x, radioterapia e laboratórios de pesquisas, por exemplo.

O vidro plumbífero é fabricado com o auxílio de substâncias como chumbo e bário e possui transparência elevada que permite visualização através da placa de vidro com facilidade.

Vidro plumbífero o que é?

Os vidros plumbíferos são utilizados para blindagem contra radiação, pois são fabricados com alto teor de chumbo em sua composição, cenário que o habilita a participar de um leque de aplicações radiológicas. Isso acontece porque, como sabemos, o chumbo possui a capacidade de bloquear a passagem dos raios ionizantes (que possuem energia alta) como os que existem em salas de raio-x e tomografia, dentre outros.

Geralmente, as lâminas de vidro plumbífero são acomodadas em uma estrutura para formar um visor com câmara hermética. Em alguns casos utiliza-se também um gel plumbífero entre as placas de vidro, que se solidificará e se manterá transparente. Entretanto, o modelo pode ser utilizado em portas radiológicas, janelas de proteção, lentes para óculos de segurança, dentre outros.

Vidro plumbífero para que serve?

Lembramos que a blindagem contra radiação é necessária e regulamentada pela ANVISA. Por esse motivo o vidro plumbífero é comum em salas de raio-x e tomografia, tecnologias essenciais para auxiliar em diagnósticos médicos, mas que emanam uma das formas mais fortes de radiação – capaz de atravessar tecidos e causar câncer.

Destacamos também que o vidro plumbífero deve atender integralmente a ABNT NBR 61331, que dentre outras diretrizes, indica que o modelo precisa apresentar transparência superior a 85% e chumbo em, no mínimo, 22% de sua espessura. O vidro deve entregar esses índices porque, além de o chumbo garantir a saúde de todos os envolvidos, a transparência elevada permite que os profissionais executem um trabalho de qualidade e facilita a integração entre o paciente e seus familiares/acompanhantes.

Por esse motivo os visores de salas com energia radiológica não devem ser fabricados com vidros tradicionais, tendo em vista que esses modelos, para oferecer o mínimo de proteção, ficariam muito grossos e poderiam trazer umidade para a barreira de vidro, dificultando a visão dos profissionais durante os exames e, pior, colocando em risco a saúde de todos ali presentes (profissionais e paciente).

Outra vantagem do vidro plumbífero está no fato de o modelo aceitar laminação – o que aumentaria a proteção física dos usuários – e poder ser aplicado em vidros duplos, combinando a barreira da radiação com outras tecnologias do vidro. O mercado vidreiro dispõe de vidros plumbíferos de diversas espessuras, mas tome cuidado! Apesar de, na teoria, placas mais espessas conseguirem barrar maiores índices de radiação é extrema importância consultar um profissional especializado no assunto para fazer a especificação correta.

Vidro plumbífero onde usar

Considerando todas as características do vidro plumbífero, o modelo pode ser utilizado em:

– Salas de raio x, tomografia computadorizada e angiografia;

– Laboratórios e salas de pesquisas;

– Telas para equipamentos médicos;

– Portas radiológicas (porta plumbífera);

– Visores e janelas de proteção radiológica;

– Segurança de aeroportos (detecção de raio x);

– Lentes para óculos especiais;

Como é possível perceber, o vidro plumbífero pode participar de diversos ambientes e equipamentos que de alguma forma expõe os usuários aos males da radiação.

Vidro plumbífero onde comprar

Ao pesquisar sobre empresas que vendem vidros plumbíferos, certifique-se de que se trata do modelo com chumbo e bário em sua composição. É importante salientar isso porque, tendo em vista que esse tipo de vidro é menos acessível, o mercado oferece alternativas como o vidro multicristal (ou visor nacional).

Entretanto, o visor multicristal é um modelo de vidro sem chumbo na composição; o que significa que para formar uma barreira radiológica a placa de vidro teria que ser muito espessa (de 07 a 18 vezes mais) para oferecer resultados satisfatórios. Além disso, o multicristal não atende as normas da ABNT NBR 6133, pois oferece no máximo 60% de transparência (ao invés de 85%) e chumbo em somente 02% da sua espessura (ao invés de 22%).

Lembramos ainda que a blindagem do visor multicristal não é totalmente eficiente quanto à dos vidros plumbíferos, de modo que as radiações ionizantes diretas, dependendo da distância e posição, podem ultrapassar a barreira. Esse é mais um motivo para contar com o auxílio de um profissional especializado na área no momento de comprar vidro plumbífero.

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